Blog
Obrigações
Por Equipe InoveMEI · atualizado em 01/08/2026

DAS-MEI: o que é, quanto custa em 2026 e como pagar

Todo mês, no dia 20, chega a mesma conta: o DAS. É o boleto que mantém o seu MEI vivo e em dia com o governo. Muita gente paga sem saber o que está pagando — e é aí que nascem os problemas: guia do mês errado, valor diferente do esperado, atraso que ninguém percebeu e que vira dívida lá na frente.

Aqui você vai encontrar, em português claro: o que é o DAS, quanto custa em 2026, como gerar e pagar, o que acontece se atrasar e como resolver quando dá errado.

O que é o DAS-MEI

DAS é a sigla de Documento de Arrecadação do Simples Nacional. Traduzindo: é a guia (o boleto) que o microempreendedor individual paga uma vez por mês para continuar regular.

A vantagem dele é a simplicidade. Uma empresa comum calcula e paga vários impostos separados, cada um com sua regra e sua data. O MEI não: paga um valor fixo, num boleto só, na mesma data todo mês.

Dentro desse boleto único estão duas coisas. A primeira é o INSS, a sua contribuição para a Previdência Social — é ela que garante aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade. A segunda é o imposto da sua atividade: ICMS (imposto estadual, de quem vende mercadoria) ou ISS (imposto municipal, de quem presta serviço). Quem faz as duas coisas paga os dois.

Guarde dois pontos, porque eles evitam muita confusão. Primeiro: o DAS é pago ao governo, nunca a uma empresa privada — quem gera a guia para você não recebe esse dinheiro. Segundo: o valor não muda conforme o seu faturamento. É fixo por definição, e é isso que torna o MEI barato.

Quanto custa o DAS em 2026 e como esse valor é montado

Em 2026, com o salário mínimo em R$ 1.621, o DAS do MEI custa:

R$ 82,05 por mês para comércio ou indústria (quem vende produto).

R$ 86,05 por mês para prestação de serviço (cabeleireiro, pedreiro, manicure, motorista de aplicativo, designer).

R$ 87,05 por mês para quem faz comércio e serviço juntos (a loja que vende a peça e também instala).

Esse valor não sai do nada. A maior parte é o INSS, que corresponde a 5% do salário mínimo — ou seja, R$ 81,05. Em cima disso entra R$ 1,00 de ICMS e/ou R$ 5,00 de ISS, conforme a atividade. Somando: 81,05 + 1,00 dá R$ 82,05; 81,05 + 5,00 dá R$ 86,05; e 81,05 + 1,00 + 5,00 dá R$ 87,05.

Repare: mais de 90% do que você paga é INSS. O imposto propriamente dito é R$ 1,00 ou R$ 5,00. Na prática, o DAS é muito mais uma contribuição para a sua aposentadoria do que um imposto sobre o seu negócio.

Como o cálculo é feito em cima do salário mínimo, o valor muda todo ano, sempre em janeiro. Por isso desconfie de qualquer boleto muito diferente disso: se apareceu uma cobrança de R$ 300 ou de uma suposta anuidade do MEI, tem algo errado.

Para planejar o caixa, pense no ano: quem presta serviço gasta cerca de R$ 1.032,60 em doze meses de DAS. É pouco, mas é custo fixo — e custo fixo precisa estar reservado antes de o mês acabar. Lembrando que o faturamento não altera a guia: o que existe é um teto anual de R$ 81.000 para continuar sendo MEI, e passar disso é outro assunto.

Quando o DAS vence

O DAS vence todo dia 20. Se o dia 20 cair num sábado, domingo ou feriado, o prazo passa para o próximo dia útil.

Agora o detalhe que confunde quase todo mundo: a guia de um mês vence no mês seguinte. O DAS da competência de janeiro vence em 20 de fevereiro; o de fevereiro, em 20 de março. Competência é o mês a que a guia se refere; vencimento é o dia de pagar. Quando você abre o portal e vê os meses listados, é a competência que está sendo escolhida — e é aí que muita gente marca o mês errado.

Dica prática que funciona: não deixe para o dia 20. Trate o dia 10 como se fosse a data real. Assim, se o site do governo estiver instável ou você simplesmente esquecer, ainda sobra folga.

O que essa data cobra de você é constância. Não é uma tarefa por ano, é uma tarefa por mês, sempre no mesmo canto da agenda, doze vezes: lembrar, entrar, escolher a competência certa, gerar, pagar e guardar o comprovante. Quem tem mês corrido sabe como é fácil o dia 20 passar batido — e o preço de passar batido você vê mais adiante neste guia.

E existe um problema anterior a esse: muita gente simplesmente não sabe se está em dia. Pagou alguns meses, atrasou outros, trocou de banco no meio do caminho e ficou sem o retrato. Antes de qualquer decisão, vale olhar a situação real do CNPJ: faça um diagnóstico grátis e descubra o que está em aberto.

Como gerar o DAS: o caminho oficial em um parágrafo

A via oficial e gratuita de emitir o DAS é o PGMEI, o Programa Gerador do DAS para o MEI, no gov.br. Em um parágrafo: você entra no Portal do Empreendedor, na área de quem já é MEI, abre o pagamento de contribuição mensal, faz login com a sua conta gov.br, escolhe emitir guia, seleciona o ano-calendário, marca a competência e gera o PDF, que sai com código de barras e QR Code do Pix. Gerar a guia lá é um direito de todo MEI. Os nomes dos botões mudam de tempos em tempos, mas o caminho é sempre esse.

Duas armadilhas moram dentro desse parágrafo. A primeira é o ano-calendário: é o ano da guia que você quer, não necessariamente o ano de hoje, e quem vai pagar guia atrasada precisa trocar esse campo. A segunda é a competência: como a guia de um mês vence no mês seguinte, é fácil marcar o mês errado e só perceber depois, quando o mês que você queria quitar continua aparecendo em aberto.

E tem o custo que não aparece em nenhuma tela: a repetição. É a mesma sequência de cliques toda vez, sempre por volta do dia 20 — que é justamente quando o portal fica mais lento, porque muita gente entra ao mesmo tempo. Se você esquecer, ninguém te avisa; e se o site cair, o prazo continua o mesmo.

Se você prefere não encarar o portal e quer resolver pelo celular, o app da InoveMEI gera a mesma guia oficial por R$ 9,90 por emissão, com o Pix copia e cola pronto e o lembrete antes do vencimento. Às claras: criar conta é grátis, a primeira guia de DAS é grátis, não tem mensalidade e você só paga quando usar. A via do gov.br continua de graça e continua valendo — a nossa é a alternativa rápida, não a única. Crie sua conta grátis.

Como pagar: Pix, código de barras ou débito automático

Com a guia em mãos, você tem três caminhos.

Pix. É o mais rápido. O PDF traz o QR Code e o código Pix copia e cola. Abra o app do banco, escolha pagar por Pix, aponte para o QR Code ou cole o código, confira o valor e confirme. Cai na hora.

Código de barras. O mesmo PDF traz o código de barras e a linha digitável. Dá para pagar no app do banco, no internet banking, no caixa da agência ou na lotérica. Atenção ao horário: pagamento feito depois do limite do banco costuma ser processado só no dia seguinte, e no dia 20 isso faz diferença.

Débito automático. O próprio PGMEI permite debitar o DAS da sua conta todo mês, para alguns bancos. Você configura uma vez e não precisa mais lembrar. Ainda assim, confira de vez em quando se o débito saiu — conta sem saldo no dia significa DAS não pago.

Guarde sempre o comprovante. Salve o PDF ou o print e, se puder, mande para o seu e-mail. Se um dia o pagamento não aparecer no sistema, é esse comprovante que resolve a conversa com a Receita. E note que esse arquivo é seu para sempre: ninguém guarda por você.

Um aviso de segurança que vale ouro: nunca pague DAS por link ou boleto que chegou sozinho no WhatsApp, no e-mail ou por carta. Existe uma indústria de golpes em cima do MEI. A guia legítima é você mesmo que gera, e o valor fica na faixa de R$ 82,05 a R$ 87,05.

E se eu não faturei nada no mês?

Precisa pagar do mesmo jeito. Essa é a dúvida que mais aparece, e a resposta é sempre a mesma: enquanto o CNPJ estiver ativo, o DAS é devido todo mês, mesmo sem vender nada, mesmo com o negócio parado.

O motivo fica claro quando você lembra da composição da guia. Quase tudo ali dentro é INSS — contribuição previdenciária, não imposto sobre venda. É como a mensalidade da sua proteção social: você paga para manter o vínculo com a Previdência, não pelo que faturou. Mês sem pagar é mês que não conta para a aposentadoria e que pode quebrar a sua carência bem na hora em que você precisar do benefício.

Não pagar também não deixa o CNPJ dormindo em paz: o débito continua existindo e acumulando multa e juros em silêncio, até o dia em que você tenta tirar uma certidão e descobre o tamanho do problema.

E se o negócio parou de verdade? Aí a decisão é outra: em vez de acumular DAS, o caminho é dar baixa. Mas atenção — a baixa não apaga o que já está em aberto; as dívidas continuam ligadas ao seu CPF. O certo é regularizar antes ou junto do encerramento. E mesmo sem faturar nada no ano, você continua obrigado a entregar a declaração anual: veja como funciona a DASN-SIMEI.

O que acontece se atrasar: multa, juros e Dívida Ativa

Atrasou, o valor cresce. A conta tem duas partes: a multa de mora, de 0,33% por dia de atraso, limitada a 20% do valor da guia, e os juros, calculados pela taxa Selic acumulada no período, mais 1% no mês do pagamento.

No começo o susto é pequeno. Imagine um prestador de serviço, com DAS de R$ 86,05, que pagou 10 dias depois do vencimento: 0,33% ao dia vezes 10 dias dá 3,3% — cerca de R$ 2,84 de multa, mais os juros do período. Dá para engolir.

O problema é o tempo. A multa sobe até bater no teto de 20%, o que acontece por volta de dois meses de atraso. Naquele mesmo DAS de R$ 86,05, o teto representa cerca de R$ 17,21 — e a partir daí os juros continuam correndo, sem teto. Uma guia esquecida é uma bola de neve pequena; doze guias esquecidas viram uma dívida que assusta.

E o dinheiro é só uma parte do estrago. Com DAS em aberto, o CNPJ fica irregular: você não tira certidão negativa, trava para conseguir crédito ou maquininha PJ, perde contratos com empresas que exigem regularidade e pode ter benefício do INSS negado ou suspenso justamente quando mais precisa. Pedir a baixa do MEI com débito aberto também costuma ser recusado.

Depois de cerca de um ano em aberto, os débitos podem ser inscritos na Dívida Ativa da União e passam a ser cobrados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Aí a cobrança sai do campo administrativo e vira execução fiscal. Se você já chegou nesse ponto, entenda o que muda em MEI negativado e Dívida Ativa.

Se o seu DAS já venceu e você nem sabe quantos meses estão em aberto, o primeiro passo não é pagar — é enxergar. Dá para consultar a situação real do seu CNPJ antes de gastar qualquer coisa: faça um diagnóstico grátis.

Como regularizar o atraso (inclusive parcelando em até 60x)

A boa notícia é que DAS atrasado se resolve, e sem advogado. São três caminhos, do mais simples ao mais complicado.

1. Pagar à vista. No PGMEI você gera as guias vencidas do mesmo jeito que geraria as normais, escolhendo o ano-calendário certo e marcando os meses em aberto. O sistema devolve a guia já com multa e juros calculados. Um detalhe que faz diferença: a guia atrasada vem com data de validade. Se você deixar passar essa data, o valor muda e o pagamento pode não quitar tudo. Gerou, pague dentro do prazo daquele boleto; passou, gere de novo.

2. Parcelar em até 60 vezes. Quando o valor acumulado não cabe no bolso de uma vez, o pedido é feito no e-CAC da Receita Federal, na área do Simples Nacional, e o débito pode ser dividido em até 60 parcelas mensais, com valor mínimo de R$ 50,00 por parcela. Duas regras que ninguém pode esquecer: as parcelas precisam ser pagas em dia e os DAS do mês corrente continuam vencendo normalmente. Parcelar o passado e atrasar o presente é o erro clássico de quem cai de novo. O passo a passo está em como parcelar o DAS do MEI.

3. Débito já em Dívida Ativa. Se o débito antigo já foi inscrito, o parcelamento não é mais na Receita: passa a seguir as regras da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, às vezes com editais de negociação e desconto. É mais burocrático, mas tem solução — veja o caminho completo em DAS atrasado: como regularizar.

Seja qual for o caminho, a ordem é sempre a mesma: descubra o que está em aberto, resolva primeiro o atraso mais antigo (é o que corre risco de ir para a Dívida Ativa) e blinde o mês corrente, para não abrir um buraco novo enquanto tapa o velho.

O que costuma dar errado quando você cuida do DAS sozinho

Boa parte dos MEIs com pendência não é caloteira — pagou errado, ou deixou de olhar. Estes são os tropeços mais frequentes:

Pagar a competência errada. Você queria quitar agosto, mas marcou julho na tela. Resultado: julho fica pago em duplicidade e agosto continua aberto, acumulando multa e juros sem você perceber. Confira o mês impresso na guia antes de pagar.

Gerar o DAS do ano errado. O PGMEI pergunta o ano-calendário logo no começo, e é fácil deixar o ano atual selecionado quando você queria uma guia do ano passado. O dinheiro sai, mas quita o período errado.

Achar que gerar é pagar. Gerar a guia não quita coisa nenhuma. Ter o PDF no celular não significa estar em dia — o que conta é o pagamento compensado.

Pagar guia vencida com o valor antigo. Alguns bancos aceitam boleto vencido, mas o valor correto já é maior por causa da multa e dos juros. Você acha que quitou e fica uma diferença em aberto, que continua crescendo. Guia vencida se resolve gerando uma nova.

Confundir DAS com DASN. DAS é a guia mensal, paga todo dia 20. DASN-SIMEI é a declaração anual, entregue uma vez por ano até 31 de maio. Pagar o DAS não substitui a declaração, e declarar não paga o DAS.

Cair em boleto falso. Carta com aspecto oficial cobrando anuidade, e-mail com boleto anexo, mensagem com QR Code. Nada disso é DAS.

Descobrir tarde. Esse é o mais caro de todos, e não é bem um erro de clique: é passar meses sem olhar. Enquanto ninguém confere, a multa e os juros correm em silêncio, e o tamanho do problema só aparece no dia em que você precisa de uma certidão ou de um benefício.

O que fazer quando dá errado

Paguei e continua constando em aberto. Nos primeiros dias, isso é normal. A baixa do pagamento não é instantânea: o banco precisa repassar a informação e o sistema precisa processar, o que costuma levar alguns dias úteis. Espere esse prazo, consulte de novo e mantenha o comprovante guardado.

Passou o prazo e o débito ainda aparece. Vale investigar duas hipóteses: ou o pagamento foi para a competência errada, ou não foi identificado. Nos dois casos, a correção é pedida à Receita Federal pelo e-CAC, com o comprovante em mãos — não é automático, alguém precisa pedir. Se você não sabe por onde começar, veja antes o retrato completo do CNPJ: consulte a situação do seu MEI de graça.

A guia venceu na minha mão. Não tente pagar o boleto antigo. Gere a guia daquela competência de novo e pague a nova, que já vem com multa e juros calculados até a nova data.

O sistema do governo está fora do ar. Acontece, principalmente perto do dia 20, quando o país inteiro entra ao mesmo tempo. O importante é saber que o prazo não muda porque o site caiu — não existe prorrogação automática. Tente mais tarde ou no dia seguinte. É exatamente por isso que pagar antes do dia 20 é estratégia, não frescura.

Não sei se estou em dia. É o caso mais comum e o mais perigoso, porque a pessoa fica parada. Consultar a situação do CNPJ é rápido — e é sempre o primeiro passo antes de pagar, parcelar ou dar baixa.

Esqueci de novo no mês seguinte. Também é comum, e não tem nada de vergonhoso: é uma tarefa mensal competindo com o seu trabalho de verdade. O que resolve não é força de vontade, é sistema — débito automático no banco, lembrete recorrente no celular ou um aplicativo que avisa antes e já deixa a guia pronta.

Por que pagar o DAS vale a pena

É fácil olhar o DAS como mais uma conta. Mas quando você lembra que quase todo o valor é INSS, a leitura muda: você está comprando proteção social por menos de R$ 90 por mês.

Com o DAS em dia, o MEI tem direito a aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade temporária (o antigo auxílio-doença), aposentadoria por invalidez, salário-maternidade e, para os dependentes, pensão por morte e auxílio-reclusão. Os benefícios têm valor de um salário mínimo.

Só que benefício exige carência, ou seja, um número mínimo de contribuições pagas antes de você poder usar. São 12 contribuições para o auxílio por incapacidade temporária e 180 para a aposentadoria por idade (aos 65 anos para homens e 62 para mulheres). No salário-maternidade, a exigência de carência foi derrubada pelo STF e o que pesa hoje é a qualidade de segurada na data do parto ou da adoção, então confirme a regra vigente no Meu INSS. Cada mês não pago é um buraco nessa contagem — e o buraco só aparece no pior momento possível. Os detalhes estão em benefícios do INSS para o MEI.

Fora a Previdência, tem o lado prático: CNPJ regular tira certidão negativa, consegue crédito e conta PJ com mais facilidade, vende para empresas que exigem regularidade e participa de licitação. Ficar em dia é o que transforma o CNPJ de um número no papel em uma ferramenta que abre portas.

Perdi o prazo da DASN: o que fazer agora

Primeiro, a parte que tira o peso do peito: o sistema não fecha. A DASN-SIMEI continua aceitando declaração depois de 31 de maio, e você pode declarar hoje um ano que ficou para trás. Não existe janela que se perde para sempre nem situação em que a declaração deixa de ser possível.

O que muda é que entra a multa por atraso, chamada MAED: 2% ao mês sobre os tributos declarados, com teto de 20% e valor mínimo de R$ 50,00. E há um detalhe que vale ouro: a multa tem desconto de 50% quando paga em até 30 dias da notificação. Como a notificação só aparece depois que você transmite, quem declara e paga logo em seguida paga metade.

Repare no "valor mínimo de R$ 50,00": ele vale mesmo se o seu faturamento no ano foi zero. É a dúvida mais comum de quem parou de trabalhar com o CNPJ e achou que, sem faturamento, não havia nada a declarar. Havia — a declaração é obrigatória enquanto a empresa existir, ainda que zerada.

A ordem prática é: descubra quais anos estão pendentes, levante o faturamento de cada um, transmita ano por ano (cada ano tem a sua própria declaração e a sua própria multa) e pague a MAED dentro dos 30 dias para pegar o desconto. Tudo isso é gratuito no portal do Simples Nacional. Se você não faz ideia de quais anos estão em aberto, o diagnóstico gratuito mostra as pendências do seu CNPJ sem custo.

Resumo

O DAS é a guia única e mensal do MEI. Em 2026 custa R$ 82,05 para comércio ou indústria, R$ 86,05 para serviços e R$ 87,05 para quem faz os dois — sendo R$ 81,05 de INSS (5% do salário mínimo de R$ 1.621) mais R$ 1,00 de ICMS e/ou R$ 5,00 de ISS. O vencimento é todo dia 20, e passa para o próximo dia útil quando cai em fim de semana ou feriado.

Gerar a guia no PGMEI, no gov.br, é gratuito: você entra na área do MEI, escolhe o ano, marca a competência e baixa o PDF com código de barras e QR Code do Pix. Dá para pagar por Pix, no banco, na lotérica ou por débito automático. Sem faturamento no mês? O DAS é devido do mesmo jeito, porque é principalmente contribuição ao INSS.

Atrasou, entra multa de 0,33% ao dia (limitada a 20%) e juros pela Selic acumulada mais 1% no mês do pagamento; deixar acumular por cerca de um ano pode levar o débito à Dívida Ativa. A saída é pagar as guias vencidas ou parcelar em até 60 vezes — e, em qualquer cenário, o primeiro passo é descobrir exatamente o que está em aberto.

Guarde os comprovantes, confira a competência antes de pagar e coloque um lembrete para o dia 10. São três hábitos simples que resolvem a maior parte dos problemas com o DAS.

E vale separar as duas coisas na sua cabeça: o DAS é do governo, e o dinheiro vai para o INSS e para os impostos da sua atividade. O que dá para escolher é quem carrega o trabalho de lembrar, gerar, pagar e guardar todo mês — você, no portal, ou um aplicativo que faz isso por você.

Perguntas frequentes

Quanto é o DAS do MEI em 2026?

Em 2026 (salário mínimo de R$ 1.621), o DAS é de R$ 82,05 para Comércio ou Indústria, R$ 86,05 para Prestação de Serviços e R$ 87,05 para quem faz Comércio e Serviços juntos. O valor é fixo: 5% do salário mínimo de INSS (R$ 81,05) mais R$ 1,00 de ICMS e/ou R$ 5,00 de ISS, conforme a atividade.

Qual o dia de vencimento do DAS?

O DAS vence todo dia 20 de cada mês. Se o dia 20 cair em fim de semana ou feriado, o vencimento passa para o próximo dia útil.

O que acontece se eu não pagar o DAS?

O DAS em atraso acumula multa e juros e, se ficar muito tempo aberto, pode ir para a Dívida Ativa e suspender o seu CNPJ. Dá para regularizar: veja como regularizar o DAS atrasado ou faça um diagnóstico grátis pra ver exatamente o que está em aberto.

Preciso pagar o DAS mesmo sem faturar?

Sim. O DAS é fixo e mensal enquanto o MEI estiver ativo, mesmo em meses sem faturamento — porque ele é principalmente a sua contribuição ao INSS, que garante seus benefícios (aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade).

Como pagar o DAS pelo celular?

Você pode gerar a guia de graça no Portal do Empreendedor (gov.br) e pagar por Pix ou no banco. Se preferir resolver tudo em um lugar só, pelo app da InoveMEI dá para gerar e pagar o DAS na hora — comece pelo diagnóstico grátis.

Descubra a situação do seu MEI — grátis

Consulte de graça se seu MEI está em dia com a Receita e o que pode estar pendente (DAS, DASN). Leva 10 segundos.

Esse conteúdo te ajudou?

Manda pra quem também é MEI — e siga a gente pra não perder prazo de imposto.

Leia também

Conteúdo informativo, revisado pela Equipe InoveMEI. Não substitui orientação contábil individual — regras e valores podem mudar; confirme sempre nos canais oficiais (gov.br / Receita Federal).