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Obrigações
Por Equipe InoveMEI · atualizado em 01/08/2026

MEI em dia: o guia completo pra não ter dor de cabeça com o fisco

Manter o MEI em dia parece complicado até você perceber uma coisa: são poucas obrigações, todas com datas fixas, e nenhuma delas exige contador ou conhecimento técnico. O problema quase nunca é dificuldade — é esquecimento.

Este guia é o mapa geral. Aqui você vai ver, em uma página só, tudo o que o MEI precisa cumprir durante o ano, quando cada coisa vence, o que acontece se falhar e por onde começar se você já está atrasado. Onde cada assunto merecer mais profundidade, deixamos o link para o guia dedicado.

No fim, você vai ter um checklist prático para seguir o ano inteiro sem sustos. Vamos começar pela visão geral e depois destrinchar obrigação por obrigação.

As obrigações do MEI, em uma frase cada

DAS mensal. Uma guia por mês, sempre no dia 20, em valor fixo. É o que mantém o CNPJ ativo e garante os seus direitos no INSS.

DASN-SIMEI anual. Uma declaração por ano, até 31 de maio, informando quanto o CNPJ faturou no ano anterior. É obrigatória mesmo com faturamento zero, e o prazo não se mexe.

Limite de faturamento. R$ 81.000 por ano. Passar disso tem consequência e exige providência.

Nota fiscal. Obrigatória quando você vende ou presta serviço para empresa. Para pessoa física é opcional.

É só isso. Quatro obrigações. Nenhuma delas custa mais do que alguns minutos por mês quando você tem o hábito montado — e todas viram bola de neve quando você não tem.

O calendário do MEI ao longo do ano

Janeiro. O valor do DAS muda, porque ele é calculado sobre o salário mínimo, que é reajustado no início do ano. Confira o novo valor e atualize o que você tiver programado. Janeiro também é o melhor mês para entregar a DASN do ano anterior, com os números ainda frescos.

Todo mês, até o dia 20. Pagar o DAS. Se o dia 20 cair em fim de semana ou feriado, o prazo passa para o próximo dia útil.

Até 31 de maio. Entregar a DASN-SIMEI referente ao ano anterior. Em 2026, por exemplo, declara-se o ano de 2025.

O ano inteiro. Anotar o faturamento mês a mês e emitir nota quando for obrigatório.

Dezembro. Fechar a conta do ano e conferir se o faturamento acumulado ficou dentro do limite. É em dezembro que dá tempo de planejar, não em maio, quando você já vai declarar o que aconteceu.

Duas datas para gravar na cabeça: dia 20 de todo mês e 31 de maio. Se você só lembrar dessas duas, já está à frente da maioria.

Obrigação 1: o DAS, todo dia 20

O DAS é a guia única mensal do MEI. Em 2026, com o salário mínimo em R$ 1.621, ele custa R$ 82,05 para comércio ou indústria, R$ 86,05 para prestação de serviço e R$ 87,05 para quem faz as duas coisas.

Dentro desse valor, R$ 81,05 é INSS (5% do salário mínimo) e o resto é R$ 1,00 de ICMS e/ou R$ 5,00 de ISS. Ou seja: mais de 90% do que você paga é contribuição previdenciária, não imposto sobre venda.

Por isso o DAS é devido mesmo em mês sem faturamento. Enquanto o CNPJ estiver ativo, a guia existe. Mês não pago não conta para a sua aposentadoria e ainda vira dívida.

Atrasar custa: multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, mais juros pela taxa Selic. A guia é gerada no PGMEI, e é aí que mora o detalhe que derruba mais gente: ela não chega sozinha. Não vem boleto pelo correio, não vem e-mail com o arquivo anexado, não vem aviso no celular. Todo mês é você que precisa lembrar, entrar, gerar e pagar.

O guia completo, com passo a passo de emissão, formas de pagamento e erros comuns, está em DAS-MEI: o que é, quanto custa e como pagar.

Obrigação 2: a DASN-SIMEI, até 31 de maio

Uma vez por ano você presta contas do faturamento. A DASN-SIMEI é a Declaração Anual do Simples Nacional para o MEI, e nela você informa o faturamento bruto do ano anterior, separando comércio e indústria de prestação de serviço, e se teve empregado.

Ela é entregue no Portal do Empreendedor, no gov.br, e é obrigatória mesmo com faturamento zero. MEI parado declara zero e cumpre a obrigação. Repare que já são dois sistemas diferentes para duas obrigações: a guia mensal sai em um, a declaração anual em outro, e o acesso costuma exigir conta gov.br em nível prata ou ouro. Quem só tem o nível bronze descobre isso no pior momento possível, no fim de maio, com a tela parada na frente.

Não declarar gera multa por atraso, chamada MAED, de 2% ao mês sobre os tributos declarados, com teto de 20% e valor mínimo de R$ 50,00, com desconto de 50% se paga em até 30 dias da notificação. Pior que a multa é o efeito no cadastro: anos sem declarar podem deixar o CNPJ inapto, que é a situação de cadastro que a Receita considera abandonado.

O conceito, o prazo e o roteiro tela por tela estão todos em DASN-SIMEI: como declarar a declaração anual.

Obrigação 3: ficar de olho no limite de faturamento

O MEI pode faturar até R$ 81.000 por ano, o que dá uma média de R$ 6.750 por mês. Atenção: é faturamento bruto, tudo que entra, sem descontar despesas, aluguel, material ou taxa de maquininha.

Quem abriu o MEI no meio do ano tem limite proporcional, contado pelos meses de atividade até dezembro. Não é o valor cheio no primeiro ano.

Passar do limite não é o fim do mundo, mas exige providência: dependendo de quanto passou, o desenquadramento acontece no ano seguinte ou retroage, e você migra para Microempresa. É por isso que acompanhar o acumulado importa mais do que olhar o mês isolado.

As faixas, a tolerância e o que fazer em cada cenário estão em limite de faturamento do MEI.

Obrigação 4: emitir nota fiscal quando for obrigatório

A regra prática é esta: para pessoa jurídica (empresa), emitir nota é obrigatório. Para pessoa física (consumidor final), é opcional, embora você possa emitir se o cliente pedir.

Serviço usa NFS-e, a nota fiscal de serviço eletrônica. Produto usa NF-e. Na maioria dos municípios, o MEI consegue emitir NFS-e sem certificado digital.

Além de cumprir a regra, a nota tem um efeito prático que gente experiente valoriza: ela é o seu registro de faturamento. Quem emite nota chega em maio com o número da DASN pronto, sem precisar reconstruir nada.

Quando emitir, como funciona e o que muda por tipo de cliente está em nota fiscal do MEI: quando emitir.

A quinta coisa: organização (que ninguém cobra, mas muda tudo)

Não é obrigação legal, mas é o que separa o MEI tranquilo do MEI atropelado: saber quanto entra e quanto sai.

Anote o faturamento mês a mês, em uma planilha, num caderno ou no aplicativo. Cinco minutos por mês eliminam o fim de semana perdido caçando extrato em maio, e ainda avisam quando você está se aproximando do limite anual.

Separar o dinheiro do negócio do dinheiro pessoal ajuda muito também. Não é obrigatório por lei ter conta empresarial, mas facilita enxergar o lucro real, comprovar faturamento e organizar a declaração. Os prós, os contras e as alternativas estão em MEI precisa de conta PJ.

Guarde os comprovantes: DAS pagos, recibo da DASN, notas emitidas. Documento guardado é o que resolve discussão com o fisco lá na frente.

Já estou atrasado. Por onde começo?

Primeiro, uma coisa de cada vez, e nesta ordem: descobrir, regularizar o passado e blindar o presente.

Descobrir vem antes de pagar. Muita gente paga guia errada, do ano errado ou da competência errada, justamente porque começou pelo pagamento sem enxergar o quadro completo. Veja o que está aberto antes de gastar: faça um diagnóstico grátis do seu MEI.

Para DAS em aberto, o caminho é gerar as guias vencidas com multa e juros ou parcelar em até 60 vezes, com parcela mínima de R$ 50,00. Pedir o parcelamento não custa nada e você mesmo faz, no portal do Simples Nacional. O passo a passo está em DAS atrasado: como regularizar.

Se o débito for antigo e já tiver sido inscrito na Dívida Ativa da União, as regras mudam e a negociação passa a ser com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Entenda em MEI negativado e Dívida Ativa.

E o erro clássico que derruba quem estava se recuperando: parcelar o passado e esquecer o presente. Enquanto você paga o atrasado, o DAS do mês corrente continua vencendo normalmente.

Como saber se você está mesmo em dia

Estar em dia não é uma sensação, é um dado. Vale conferir a situação do CNPJ pelo menos duas vezes por ano, e sempre antes de fechar um contrato importante, pedir crédito ou dar baixa no MEI.

O que olhar: a situação cadastral do CNPJ, os meses de DAS em aberto e as declarações anuais pendentes. Esses três dados juntos dão o retrato completo. O detalhe é que eles moram em lugares diferentes e ninguém os cruza para você: um está na consulta pública da Receita Federal, os outros dois atrás do login do Portal do Simples Nacional. Dá para ver os três numa tela só, sem instalar nada: faça o diagnóstico grátis do seu MEI.

Vale também conferir o seu extrato de contribuições no aplicativo Meu INSS, para confirmar que os DAS pagos foram efetivamente registrados no seu nome. É mais um aplicativo e mais um login na lista, e ainda assim vale a conferência: guia paga que não aparece no extrato não conta para a sua aposentadoria.

O que cada situação cadastral significa e como consultar está em como consultar a situação do CNPJ MEI.

O que você ganha ficando em dia

A parte que mais importa e que menos gente lembra: com o DAS em dia, você tem aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade temporária, aposentadoria por invalidez, salário-maternidade e, para os dependentes, pensão por morte e auxílio-reclusão. Os benefícios têm valor de um salário mínimo.

Só que benefício exige carência, que é o número mínimo de contribuições pagas antes de você poder usar. Mês não pago não entra nessa contagem, e o buraco só aparece no dia em que você precisa. O detalhamento está em benefícios do INSS para o MEI.

Fora a Previdência, tem o lado prático do CNPJ regular: tirar certidão negativa, conseguir crédito e conta empresarial com mais facilidade, vender para empresas que exigem regularidade, participar de licitação e encerrar o MEI sem entraves quando quiser.

É isso que transforma o CNPJ de um número no papel em uma ferramenta que abre portas.

Checklist do MEI em dia

Todo mês. Pague o DAS até o dia 20 (melhor ainda: até o dia 10) e anote o faturamento do mês.

Sempre que vender para empresa. Emita a nota fiscal.

Em janeiro. Confira o novo valor do DAS e já entregue a DASN do ano anterior.

Até 31 de maio. Garanta que a DASN foi transmitida e o recibo está guardado.

A cada semestre. Consulte a situação do CNPJ e confira o faturamento acumulado contra o limite de R$ 81.000.

Sempre. Guarde comprovantes de DAS, recibo da DASN e notas emitidas.

Com esses seis pontos sob controle, você mantém o MEI regular o ano inteiro. Para casos que exijam análise mais detalhada, como desenquadramento ou dívidas antigas, vale contar com um contador.

Quanto custa manter tudo isso

Vamos ser transparentes: todas as obrigações do MEI podem ser cumpridas de graça nos portais do governo, e essa via continua valendo sempre. O que ela cobra é em outra moeda: tempo, senha, sistemas diferentes para cada obrigação e a memória de não deixar passar nem o dia 20 nem o 31 de maio.

A InoveMEI é a alternativa para quem prefere resolver pelo celular e não perder prazo. No aplicativo, a emissão de DAS ou de nota fiscal sai por R$ 9,90 por emissão e a transmissão da DASN a partir de R$ 19,90, com opção de resolver vários anos atrasados de uma vez por R$ 29,90 no total.

Criar conta é grátis, sem cartão e sem mensalidade, e a primeira nota e a primeira guia de DAS são de brinde. O DAS em si, lembrando, é pago ao governo — a gente só gera a guia e avisa do prazo. Se quiser começar por aí, crie sua conta grátis.

No fim, manter o MEI em dia é hábito, não conhecimento técnico. Duas datas na cabeça, cinco minutos por mês de anotação e uma conferência semestral resolvem praticamente tudo.

Perguntas frequentes

O que o MEI precisa fazer para ficar em dia?

São cinco pontos: pagar o DAS todo mês até o dia 20; entregar a DASN-SIMEI até 31 de maio; acompanhar o faturamento para não estourar os R$ 81.000 do ano; emitir nota fiscal quando for obrigatório; e consultar a situação do CNPJ de vez em quando. Com esses cinco itens sob controle, você mantém o MEI regular o ano inteiro.

Qual o valor do DAS em 2026 e quando ele vence?

Em 2026 o DAS é de R$ 86,05 para quem presta serviços, R$ 82,05 para comércio ou indústria e R$ 87,05 para quem faz comércio e serviços juntos. Ele vence sempre no dia 20 de cada mês. Atrasar gera juros e multa e deixa o CNPJ irregular, então a dica de ouro é criar um lembrete mensal ou usar débito automático.

Qual o prazo da declaração anual do MEI (DASN-SIMEI)?

O prazo é sempre até 31 de maio, informando o faturamento do ano anterior. Ela é obrigatória mesmo que você tenha faturado pouco ou nada no período. Esquecer gera multa de valor mínimo de R$ 50 e, se o atraso se prolongar, o CNPJ pode ficar inapto.

Qual é o limite de faturamento do MEI?

O teto é de R$ 81.000 por ano, com uma tolerância de 20% (chegando a R$ 97.200). Ultrapassar esse limite pode levar ao desenquadramento, ou seja, você precisa migrar para outra categoria, como a Microempresa (ME). Por isso vale acompanhar o faturamento acumulado ao longo do ano — veja mais em limite de faturamento do MEI.

Quanto custa emitir o DAS e a nota fiscal pela InoveMEI?

A emissão do DAS e da nota fiscal custa R$ 9,90 por emissão, e não existe mensalidade. Criar a conta é grátis e você ainda ganha 1 nota e 1 DAS de brinde para começar. No mesmo lugar dá para consultar a situação do CNPJ e acompanhar os prazos das suas obrigações — crie sua conta.

Descubra a situação do seu MEI — grátis

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Conteúdo informativo, revisado pela Equipe InoveMEI. Não substitui orientação contábil individual — regras e valores podem mudar; confirme sempre nos canais oficiais (gov.br / Receita Federal).